//// SONIDO BUENO ////

boa música – bonne musique – good music – よい音楽 – gute musik

Jam da Silva – Dia Santo 13 fevereiro, 2009

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Jam da Silva, , nasceu em 1976 em Recife, Nordeste do Brasil. O nome da cidade remete imediatamente à explosão sonora do Mangue Beat nos anos 90, mas a música sempre esteve ali: Orquestras de frevo, maracatus, cocos de roda, cirandeiros e caboclinhos passaram pelas pedras pisadas da Rua da Moeda, no Centro histórico da cidade, nos últimos séculos. Jam começou a tocar aos 11 anos, bateria primeiro, depois percussão. Hoje seu som é um mix dos dois. Frequentou a Universidade de Música entre 1998 e 2002, mas o que sabe, mesmo, aprendeu na rua.

O trabalho de Jam é uma mistura de artesanato com invenção. Parte de suas criações vêm da rua,  literalmente: sempre com um HD e um lap top, grava sons dos lugares por onde anda e incorpora essa biblioteca sonora em suas músicas. Ruídos, ambientações urbanas, orações em mesquitas, carros, por onde ele passa recolhe sons. Às vezes cria música a partir de coisas que aparentemente, não têm nada a ver com ela, como conversas em ônibus ou imagens veiculadas pelas mais variadas mídias.

Jam estuda texturas e o tempo inteiro busca novos timbres para pandeiros, cuícas, berimbau e até mesmo para sua bateria, que funciona em harmonia com os espaços percussivos. Por exemplo: usa pedais antigos, analógicos, para processar os sons. Liga a saída do microfone no pedal da cuíca, para transformar seu som em um canto longo e duradouro. O berimbau pode ser processado com o pedal de distorção de guitarra e ficar parecendo uma guitarra distorcida. Tudo isso sugere uma percussão eletrônica que, na verdade, é completamente orgânica.

Na hora de tocar, Jam cria camadas de percussões, inspirado na tecnica da pintura:a música vem e ele coloca ou apresenta. Depois aquilo sai de cena e vem outra coisa, em seguida e sai e vem outra. Às vezes o desenho sonoro se repete ao longo da música, outras não. A cada momento aparece um novo risco no quadro. A idéia é deixar a música a mais orgânica possível . Vale errar, acertar, ele diz, porque tudo isso dá a sensação de algo vivo

Jam já passeou suas baquetas por uma enorme variedade de estilos. Montou, com o DJ Dolores, a Orchestra Santa Massa, cujo álbum Contraditório? ganhou o prêmio de melhor disco de Word Music da BBC Awards, em 2002. Viajou em várias excursões, colaborou com artistas e músicos em discos e ao vivo. Tocou com o Massilia Sound System , os Troublemakers,100 grammes de tetes , Camille, Sebastien Martel , os angolanos WySA e Paulo Flores, fez parte da banda F.UR.T.O., onde gravou o disco SANGUEAUDIENCIA . No cinema , participou tocando e compondo nos filmes : Os Narradores de Jave , O Rap do Pequeno Principe , 10 Por cento e’ Mentira e EXPRESS WAY ( blue note records ) . Mais recentemente teve suas musicas gravadas pelas cantoras Roberta Sá ( O Pedido ) , Elba Ramalho ( Gaiola da Saudade ) , Marisa Monte e Marcelo Yuka ( Desterro ) .”

Por Patricia Cornils

Este grande post foi uma colaboração de Horst Lambert. Valeu!

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01. Agô
02. Mania
03. Dia Santo ////PLAY////
04. Samba Devagar
05. Musica Branca
06. O Pedido
07. Macumba
08. Dub das Cavernas
09. Capoeirando
10. Congachic
11. Chuva de Areia

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DJ Patife – Na Estrada 17 dezembro, 2008

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Na Estrada é o primeiro disco em que o DJ Patife produz todo o material. O DJ vê o trabalho como uma empreitada mais autoral, que reflete mais sua identidade e gosto próprios, indo muito além do drum n’ bass, estilo com o qual é mais associado. Um exemplo disso é a releitura de “Overjoyed”, do mestre Stevie Wonder, na voz do inglês Cleveland Watkiss.

O nome do trabalho vem das incessantes viagens que Patife fez durante sua carreira. Segundo o DJ, boa parte das músicas foram criadas “na estrada”. As turnês não ficaram apenas no Brasil, passando por países como Alemanha, Austrália, Áustria, Eslovênia, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Japão, Portugal e Cingapura, entre outros.

Concebido internacionalmente, “Na Estrada” é um projeto com ares brasileiros. O disco conta com músicas de Jorge Ben (“Que pena”), Nando Reis (“Diariamente”), Laura Finnochiaro e Leca Machado (“Link”) e Raissa (“Secrets”).

Um ótimo disco pra animar o ambiente que vecê pode baixar na íntegra aqui no Sonido Bueno.

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01. Diariamente ////PLAY////
02. Overjoyed (Album Version)
03. Enigma
04. Lovin U
05. Que Pena (Ela Já Não Gosta Mais de Mim)
06. The Midnighter (Live Bar Mix)
07. The Secret
08. Forgiven
09. Link
10. Made in Bahia
11. The Midnighter (DJ Mix)
12. Overjoyed (Club Version)

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Junio Barreto 18 outubro, 2008

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Ainda pivete, graças ao rádio “Transglobo” de seu pai, Junio Barreto começou a notar que a distância entre Caruaru e o resto do mundo era menor do que sugeriam os livros de geografia. Sabedor da ausência de fronteiras da música, guardou os ritmos do agreste no juízo e se mandou, ainda adolescente, pro Recife. Aboios, violeiros, baião, banda de pífanos, frevo, côco, xaxado; levou tudo junto em seu matulão.

Ouviu muito rock inglês, fez seu próprio rock, liderando a banda Uzzo, compartilhou da gestação do mangue beat. Os comichões só aumentaram, e Barreto pegou a estrada de novo.

Impregnado de agreste, sertão e litoral, aportou na concrete jungle paulistana suavemente, sem alarde.

Aos poucos São Paulo foi se abestalhando com o namoro de candomblé e drum’n bass celebrado pelo seu novo inquilino. Voz de tenor, alma negra, o sossego em pessoa, Junio Barreto 40 anos, amigo e parceiro de Otto, lança agora seu primeiro disco solo.

Com 10 faixas, o independente “Junio Barreto”, viabilizado pela lei de incentivo à cultura do governo de PE, tem o terreiro em sua essência, seja o terreiro de maracatu, de candomblé ou mesmo o pedaço de barro batido que abriga almas e passos em quintais pelo Brasil afora. São sambas conduzidos com melancolia e delicadeza, aboios que se transfiguram a partir de arranjos modernos e sofisticados.

Nove das dez canções são da lavra do autor. A exceção só confirma a regra de que não se trata de um disco comum. Em “A Mesma Rosa Amarela”, letra do poeta Carlos Pena Filho musicada por Capiba e anteriormente gravada por Maysa, o vozeirão de Junio é acompanhado por um esmerado piano acústico de Lincoln Antônio e por moogs, numa combinação de arrepiar.

As demais composições, recheadas de vocábulos recriados, mostram um autor influenciado por Guimarães Rosa e Manoel de Barros e atento ao falares do agreste e do sertão. Revelam um compositor avançado em anos, não poeta extemporâneo: poeta de tempo próprio. Três exemplos:

“Vai tardinha, encosta
Coi de voga anda noite te chamou
Roda, adoça fora
Jorra o doce que o dono da cana mandou”
(Do Caipora ao Mar)

“Ela mandou caiá, lavar todo o terreiro
Quis dengo de mão e samba de maracatu
Deu rosa pra menino, buchada de carneiro, ê
Só porque chegou água na torneira”
(Oiê)

“Se vê que vai cair deita de vez, oh nego
Clareia, clareia
Amansa calundu, junta, sacode, sai, é
Cai logo, nego
Sossega teu coração”
(Se Vê Que Vai Cair Deita de Vez)

Não é apenas coincidência etimológica, pois, que o CD tenha sido gravado no estúdio paulistano Terreiro do Passo, capitaneado pelo músico e pesquisador Alfredo Bello, que produz o disco junto com Junio, toca baixo em várias faixas, além de moogs e efeitos eletrônicos tantos.

Além de Bello, a banda de Junio tem a percussionista Simone Soul, o guitarrista Gustavo Ruiz, o flautista Marcelo Monteiro e tecladista Dudu Tsuda.

Instrumentos de quatro faixas foram gravados em Londres e Gateshead (Inglaterra), pelo estúdio móvel do Terreiro do Paso.

Por TramaVirtual

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01. Qualé mago
02. Se vê que vai cair deita de vez
03. Amigos bons ////PLAY////
04. Aclimação
05. Oiê
06. Santana
07. Passeio
08. Do caipora ao mar
09. A mesma rosa amarela
10. Se vê que vai cair deita de vez

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Bajofondo – Mar Dulce 24 setembro, 2008

Filed under: bajofondo — sonidobueno @ 4:54 pm
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De onde vem o tango? Até pouco tempo, essa pergunta seria suficiente para encerrar com uma briga feroz qualquer festa na qual estivessem presentes convidados argentinos e uruguaios.

A polêmica sobre a origem do gênero envolve os que crêem que ele nasceu nos bordéis dos arrabaldes de Buenos Aires ou Montevidéu, os que reforçam a importância das raízes rítmicas africanas e os que lembram que Carlos Gardel talvez tenha nascido em Toulouse (França), e não na uruguaia Tacuarembó.

Mas, desde que um grupo de músicos começou a anarquizar a estrutura e as variações do tango, inventando o tal “tango eletrônico”, a discussão encontrou uma solução diplomática. Hoje, gregos e troianos concordam ao dizer que o tango “pertence ao Rio da Prata”.

Principal referência dessa onda, o Bajofondo, que lança agora o CD “Mar Dulce”, é formado por quatro uruguaios e quatro argentinos. A proposta do coletivo é ressaltar o caráter regional e contemporâneo do tango, independentemente de que margem do rio se esteja.

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01. Grand Guignol
02. Cristal
03. Ya No Duele
04. Hoy
05. Pa’ Bailar
06. Pulmon ////PLAY////
07. Fairly Right
08. El Mareo
09. El Andén
10. Infiltrado
11. Borges Y Paraguay
12. Tuve Sol
13. No Pregunto Cuantos Son
14. Slippery Sidewalks
15. Zitarrosa
16. Chiquilines

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